Aos 20 anos, Jean Louis Agassiz foi incumbido de descrever as 116 espécies de peixes recolhidas nas águas brasileiras por uma expedição científica realizada no Brasil, entre 1817 e 1820, pelos alemães Spix e Martius.
Para cumprir a tarefa, Agassiz passou os anos de 1831 e 1832 em Paris estudando as coleções de museus e gabinetes de História Nacional. Começou ali seu interesse pelo Brasil.
Nascido no cantão de Neuchâtel, em 1807, fez seus estudos superiores em Zurique, Heidelberg e Munique. Em 1838, foi nomeado professor de História Natural em Neuchâtel e nos anos seguintes publicou uma série de trabalhos, ganhando destaque nos meios científicos da Europa e da América do Norte.
Com a esposa e colaboradora Elizabeth Carey Agassiz, veio ao Brasil em 1865, chefiando uma exposição custeada pelo milionário norte-americano Nathanael Thayer. Depois de aportar no Rio de Janeiro, o grupo partiu para uma abrangente viagem pelo Brasil.
Agassiz permaneceu cerca de 15 meses no país. Apesar do pouco tempo, classificou na Amazônia 1.800 espécies de peixes lacustres fluviais, o dobro do que até então se colhera no Mediterrâneo.
O Professor da Escola Militar da Praia Vermelha, Feliz Vogeli, e o Major de Engenheiros João Martins da Silva Coutinho acompanharam Agassiz em sua excursão ao Norte. Vogeli traduziu para o francês o livro do naturalista suíço “A Journey in Brazil”.
14 anos após sua morte, a viúva publicou em Paris um volume sobre a obra do cientista: “Louis Agassiz, sa vie et sa correspondance” (1887).